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Antigo aluno de GAMP

António Lacerda


Publicado a: 25 Junho 2013

António Joaquim Lacerda dos Santos nasceu e cresceu em Vila Nova de Gaia. Talvez tenha sido a proximidade ao mar a moldar-lhe a vocação e o destino: desde 1991 passou pela Frumar, que pertencia ao Grupo Pescanova; pela empresa de serviços logísticos Frigodis; e pela empresa Distribuição Luís Simões, como coordenador de operações. No final de 2002, a convite da empresa, ruma a um projeto em Espanha, onde assume, durante seis anos, as funções de coordenador de projetos e gestor de operações. Volta a Portugal em 2008, como Gestor de Operações do Centro de Operações Logísticas (COL) de Gaia – cargo que ocupa atualmente – e é nesse ano que decide ingressar no ISCIA, para frequentar o curso de Logística e Gestão Portuária, naquele que seria apenas o início de uma viagem académica mais longa e profícua, com a licenciatura em Gestão das Atividades Marítimas e Portuárias (GAMP).

Atualmente, profissionalmente, o que faz?
Trabalho na empresa Luís Simões Logística Integrada SA, e desempenho a função de Gestor de Operações no COL de Gaia. Sou responsável pelo Centro de Operações de Gaia I, um armazém mono cliente. As minhas principais responsabilidades, além da gestão das equipas que tenho, incluem a execução e controlo do orçamento de custos da divisão de operações internas; o planeamento de meios humanos, equipamentos, espaço físico e outros, de acordo com a atividade prevista das operações internas; e estudos para otimização da taxa de ocupação do armazém, do incremento da produtividade e do desenvolvimento e implementação de ferramentas de controlo da operação. Entre outras.

O que o levou a decidir ingressar no ensino superior e concretamente, no ISCIA e no curso em questão?
Fui frequentar o curso de Logística e Gestão Portuária a convite da minha empresa e algumas das unidades curriculares, específicas da área de Gestão Portuária, que eu desconhecia, deixaram-me com muita vontade de aprofundar estes conhecimentos. Em 2009 o ISCIA abre a Licenciatura em GAMP e achei que seria o momento ideal para continuar a estudar nesta área. A Logística não deve hoje ser vista somente como Transporte de Mercadorias, Armazenamento, Preparação e entrega de encomendas, mas sim como todos os serviços integrados (Cadeia de Abastecimento), e é aqui que entram os Serviços Portuários.

O curso correspondeu às suas expectativas?
Os três anos deste curso foram fenomenais, conheci pessoas que ficam como amigos para o resto da vida… Nos dois últimos anos o grau de dificuldade das unidades curriculares foi aumentado e só com a união de todos foi possível superar o desafio. Os professores foram excecionais. Fiquei muito impressionado com os conhecimentos e formação que têm os oficiais da Marinha Portuguesa. Este curso veio reforçar os meus conhecimentos dentro da Cadeia de Abastecimento e dentro da Gestão de Atividades Marítimas e Portuárias.

Para quem não está familiarizado, em que consiste, em traços largos, o curso de GAMP? Quem é que, na sua opinião, deverá considerá-lo como opção para formação académica?
O Curso de GAMP forma alunos nas áreas de Gestão e Logística, bem como nas áreas que estão ligadas ao Mar, como a Oceanografia, Economia Marítima, Tecnologias utilizadas nesta área, Direito do Mar, Segurança Marítima, o Mar e o Ambiente, Construção Naval, Navegação, etc… As unidades curriculares visam dotar os alunos dos conhecimentos necessários para trabalhar em diversas áreas, como Operadores Portuários, Autoridade Marítima, Agências de Navegação, empresas de Logística, etc…. Todas as pessoas que pretendam trabalhar nestas áreas devem considerar este curso como uma forte opção de formação académica.

Portugal: o futuro está no mar?
Devido à conjuntura económica nacional e internacional, creio que é chegado o momento de Portugal descobrir as potencialidades do mar, que é um dos seus maiores ativos e um dos mais vastos do mundo. Como disse Tiago Pitta e Cunhaé tempo de sabermos conjugar a economia com a nossa geografia e aproveitar os seus recursos”. Ou, para citar o Prof. Dr. Ernâni Lopes, “Portugal deve tornar-se num ator marítimo relevante a nível global, na viragem do I para o II quartel do século XXI”.


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