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Licenciatura em Psicopedagogia

Inês Azevedo


Publicado a: 7 Novembro 2016

Data do evento: 7 Novembro 2016

A Inês Azevedo tem 19 anos, vive em Aveiro e frequenta já o 2º ano da nossa Licenciatura em Psicopedagogia.
Fomos saber o que ela pensa desta formação...

- O que te levou a querer entrar na área da Psicopedagogia e porque escolheste o ISCIA?

Acredito que não haja uma razão tão percetível a olho nu que explique a razão de ter escolhido a Psicopedagogia como a minha primeira licenciatura. É um aglomerado de vivências, experiências e paixões que me fizeram chegar até aqui. Tal como tenho vindo a aprender, tudo o que fui enquanto criança e adolescente, influenciou nas minhas escolhas de hoje. A escrita, a observação e a dedicação ao próximo serão, decerto, as razões mais óbvias que alimentam a minha presença no curso. Estando no 2º ano, entendo que uma área tão delicada e minuciosa como a Psicopedagogia precisa de estar inserida numa instituição igualmente delicada e com sensibilidade suficiente para a acolher. O ISCIA mostra-se, diariamente, uma instituição que não falta em nada na sua prestação. O ambiente familiar, acolhedor e com bastante contacto humano direto foi o que me fez escolher o ISCIA.

- Quais eram as tuas expectativas no início do curso e como está a correr agora?

Numa visão muito virgem, olhava para o curso como quem olha para um livro que expõe todos os segredos humanos inconfessáveis que, qualquer pessoa rotineira, jamais conseguiria decifrar. Hoje, tendo eu o meu livro aberto (a Psicopedagogia) tenho a capacidade de refletir sobre todos os conteúdos de forma consciente, mesmo sabendo que não existe nenhuma verdade absoluta.
É muito bom estar a ver-me a crescer nesta licenciatura. É bom estar no segundo ano desta área confrontante. O melhor foi mesmo o início pois ele diz muito sobre o que nós, alunas, pessoas, mulheres, cidadãs somos, tanto na área escolhida como fora dela. O início da licenciatura foi fascinante. Não é por acaso que sinto nostalgia ao recordar todas as nossas atividades, palavras e trabalhos. Percebi, ao recordar tudo aquilo, que foi o meu primeiro ano da licenciatura, que a participação na plataforma e os estágios foram muito mais do que uma tarefa da faculdade para fazer. Foi uma partilha de sentimentos, observações, crenças e profissionalismo mas também de acontecimentos muito pessoais que nos mudam. Não há, certamente, área nenhuma que transverta aquilo que a Psicopedagogia nos faz enquanto pessoas. Acontece que, já não é possível viver-se sem a influência da Psicopedagogia. 

- Qual é a tua opinião sobre os docentes da licenciatura? Algum que queiras destacar?

De que serve ter uma boa nau, se não tivermos marinheiros suficientemente engenhosos para a guiar? No ISCIA encontramos uma boa nau e bons marinheiros.
Existem professores suficientemente apaixonados e capazes de levar a licenciatura a bom porto. Existem figuras muito ativas e dinâmicas na licenciatura. É isso que distingue os bons profissionais. Como em tudo na vida, existem sempre pessoas que nos marcam mais do que outras com a sua dedicação e predisposição para fazer mais e melhor. O Dr. Bruno Reis destacou-se como docente da licenciatura pela sua paixão pela área, que não esconde de ninguém, e que impulsionou e desenvolveu a paixão e interesse das alunas.
As atividades de escrita e reflexão tornaram-nos pessoas mais sensíveis, emotivas e delicadas no que diz respeito ao olhar o mundo, as pessoas e acima de tudo a olhar para nós mesmos. Foi o docente que propôs eventos e visitas de estudo de forma a dinamizar a nossa aprendizagem. Mostrou-nos o lado prático, simples, e ao mesmo tempo delicado da Psicopedagogia. 

- Sabemos que a licenciatura em Psicopedagogia contém estágios todos os semestres. Quais são as mais-valias?

Para se ser Psicopedagogo, acredito ser necessário observar muito todos os dias, ponderar nas decisões, organizar, criar uma grande frota de conhecimento e pessoas, sonhar, navegar nesses mesmos sonhos e livros, viajar, dedicar-se, escrever e ser-se capaz de dividir ao longo da vida (quase como se tivéssemos heterónimos). Percebo assim que, a Psicopedagogia, é gémea de Portugal e os Psicopedagogos os seus navegadores. É desta forma que também encaro os estágios. Estar no terreno, aprender com os erros e sentir algo que os livros e a matéria transcrita nas aulas não passa: emoções e olhares. Pôr a mão na massa é tão mais prazeroso e proveitoso. O melhor é mesmo ter a oportunidade de sentir isso nos estágios.

- O que esperas no futuro, depois desta formação?

O meu desejo é que, ao ser Portuguesa, possa levar a Psicopedagogia como obra e como área a bom porto no nosso país. Isto tudo porque «o Homem sonha e a obra nasce». Obrigada à Psicopedagogia como área e aos profissionais envolvidos por me terem colocado a pensar como futura Psicopedagoga e a escrever como Portuguesa.


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