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Licenciatura em Segurança Comunitária

Marco Valente


Publicado a: 15 Outubro 2014

Marco Valente, natural de Baião, já adulto decidiu ingressar no ensino superior. Depois de ter tirado um curso como mediador de seguros, ingressou num instituto – Academia de Seguros da Império (Lisboa) – e consegue colocação na Câmara Municipal de Baião. Em 2009, com 29 anos, teve conhecimento da licenciatura em Segurança Comunitária no ISCIA e não hesitou. Bombeiro há mais de duas décadas, a área da Proteção Civil era uma das que mais gostava trabalhar. Concluiu a licenciatura há dois anos. Neste momento é perito de sinistros na Viapre-Vistoria e Avaliação de Prejuízos, Lda., em Aveiro.

Por que razão decide ingressar um curso superior, já adulto, e exercendo uma atividade profissional?
Pela valorização pessoal; foi sempre um sonho estudar no ensino superior. Ao longo da vida percebi que tinha sido um erro não ter começado a estudar mais cedo porque considero o ensino superior essencial, ainda mais atualmente, a formação é absolutamente necessária.
Candidatei-me em 2009 ao ISCIA. Terminei 3 anos depois, onde fiz muitos km de viagem, tendo sido um esforço que valeu muito a pena.
Valorizou-me a nível pessoal, tendo também muito mais competências do que aquelas que tinha (porque essas no fundo eram competências por “aprendizagem” direta da vida), e estas foram técnicas, ensinadas por pessoas que as transmitiam de um ponto de vista diferente que não era só o prático.

Por quê no ISCIA?
Em primeiro lugar tinha a vantagem de ser ensino pós-laboral, como eu já estava integrado no mercado de trabalho, esta forma de ensino era ouro sobre azul.
Entretanto, o ISCIA tinha protocolo com a Câmara Municipal de Baião, o que me proporcionou um desconto nas propinas, tendo, os Bombeiros de Baião assumido também colaborar com o transporte. 
Reuniram-se então uma série de fatores que eram ótimos: um curso na área que eu gostava; pós-laboral; favorável a nível económico, o que me motivou a mim a e outros colegas Bombeiros. Formámos um grupo que todos os dias se deslocava ao ISCIA. Depois de um dia de trabalho, fazíamos a viagem Baião-Aveiro-Baião para assistir às aulas.

O que retira desta experiência?
Foi um esforço que me compensou muito. Posso dizer que esta licenciatura, a Licenciatura em Segurança Comunitária, me fez ter uma perspetiva bastante diferente e ainda melhor da Proteção Civil. 
Além de tudo isto, e não menos importante, esta formação abriu-me portas no mercado de trabalho que, sem ela, não teria quaisquer hipóteses de alcançar.
No ISCIA, sente-se que quanto mais aprendemos, mais queremos aprender. Além disso, neste Instituto não aprendemos só teoria, sobretudo aprendemos o saber-fazer. 
O facto de quase todos os docentes estarem ativamente inseridos no mercado de trabalho e não apenas a dar aulas, faz com que tragam um nível de conhecimento mais real. Neste caso de Segurança Comunitária, temos docentes a ocuparem os mais altos cargos ao nível da Proteção Civil. São pessoas que sabem o que fazem, porque mais do que falar sobre a matéria, executam-na. 

O que encontrou mais nas paredes deste instituto?
Mesmo não conhecendo muito a realidade de outros institutos, devo dizer que o ISCIA tem uma característica essencial, que é o facto de ter aliada a qualidade profissional à interação entre professores e alunos.
Da parte da Direção do ISCIA, e enquanto elemento da Associação de Estudantes, senti sempre o gosto na interação entre as duas “direções” para que fossem criadas formas de motivação para os alunos.
O ambiente que aqui se vive não é de competitividade, sempre houve um espírito de entreajuda muito grande. Se no início pensei que era só a minha turma, por sermos mais velhos e virmos já de uma realidade diferente, mais tarde percebi que não, pois mesmo os mais novos, vindos do 12º ano, sentem o mesmo que nós e, desta maneira, conseguimos integrar-nos num só grupo. Esta diferença de idades permitia-nos trocar conhecimentos entre duas gerações muito diferentes.

Que expectativas tinha?
As expetativas quando vêm são sempre altas. No ISCIA, tinha um nível de expectativas média, que depois a realidade as superou e o que comprova isso é que, mesmo depois de terminado o curso, me mantenho ligado ao ISCIA.

E depois da Licenciatura?
Depois da licenciatura terminada entrei na Pós-graduação em Proteção Civil, no entanto, por incompatibilidade com o meu horário, tive de desistir. É uma desistência temporária porque faz todo o sentido para a minha profissão. O ISCIA tem ainda essa vantagem, possui uma série de ofertas que complementam a licenciatura.

Que conselhos dá a quem entra agora no ensino superior?
Digo a esses alunos que se dediquem e não considerem o ensino superior como uma garantia, mas sim como uma ajuda muito grande, muito embora tenham de ter consciência que têm de fazer por isso. O dinheiro que se gasta no ensino superior deve ser considerado como um investimento para o futuro pois o mercado de trabalho cada vez mais exige técnicos qualificados.


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