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Licenciatura em Gestão Internacional

António Dias


13 Setembro 2015

António Dias deixou os estudos com 18 anos, muito embora o seu pai tivesse a pretensão de que continuasse a estudar. Desde sempre gostou da sua própria independência e, para não sobrecarregar os pais financeiramente, optou por parar de estudar nessa altura e começar a trabalhar.

Trabalhou em várias empresas e passado algum tempo ingressou nos quadros da CP. Trabalhou por conta própria, sempre na área técnica de telecomunicações e energia. Depois da CP foi dos primeiros a entrar para a REFER Telecomunicações, onde ainda trabalha, sempre ligado à área técnica.

Foi aos 45 anos que entrou neste Instituto, pela primeira vez, com destino à realização de uma necessidade: um curso no ensino superior, e o ISCIA foi a sua escolha.

Por quê aqui no ISCIA?

Em primeiro lugar, pela proximidade espacial. Lembro que saí do gabinete que tinha em Aveiro e passei pelo ISCIA. Entrei e pedi o catálogo de oferta formativa. Quando vi que existia uma licenciatura em Gestão Internacional, investi imediatamente.

O Curso correspondeu às expectativas?

Sim, correspondeu. No entanto, continuo a achar que algumas cadeiras poderiam ter sido mais aperfeiçoadas, outras acrescentadas, mas isso também é fácil de dizer para uma pessoa que já estava na vida profissional ativa há 30 anos. E isso foi uma mais-valia para mim porque muitas das ferramentas aqui faladas eram, no fundo, o desenrolar da minha atividade durante anos.

O que mudou na sua vida?

Em termos profissionais, as mudanças não foram muito significativas porque eu já desempenhava funções de liderança de um departamento. Entretanto, na empresa onde trabalho houve necessidade de se ocupar um lugar num outro departamento. Com os conhecimentos que adquiri aqui, ocupei esse lugar, no departamento de vídeo vigilância, em que o trabalho é sobretudo à base de contratos com empresas para prestação de serviços. Neste momento sou responsável por essa área a nível nacional.

O que retira desta experiência?

Foi uma experiência positiva nas várias vertentes. Apesar dos meus 45 anos de idade, dei-me ao luxo de viver um pouco da vida académica também como se tivesse apenas 20 anos. Entrei na faculdade no mesmo ano que o meu filho. Vivi tudo, desde as praxes e até cheguei a ser elemento da Associação de Estudantes. Sempre tive boas relações com a direção, com as várias coordenações e com os professores.

Como foi gerir tudo ao mesmo tempo: aos 45 anos e no ensino superior?

Não foi difícil. Ao nível de trabalho, na altura falei com o meu diretor e, muito embora nunca tenha usufruído do estatuto de trabalhador-estudante, não deixei de ter alguma flexibilidade no trabalho e vice-versa. Tinha muitas reuniões em Lisboa, obras no Algarve, o que muitas vezes dificultava a minha vinda às aulas, mas consegui conciliar. O meu objetivo, desde início, foi fazer tudo direito, começar e acabar nos timings certos, e foi o que fiz. Posso até dizer que o meu primeiro mês nesta instituição foi uma espécie de experiência, porque eu não sabia se, 23 anos depois de ter deixado os estudos, iria conseguir acompanhar. As coisas começaram a correr bem e percebi que, com organização, conseguia conciliar as coisas e continuei.

“Ao Universo ISCIA deixo uma mensagem e otimismo, e digo aos alunos que sigam em frente e que, apesar das dificuldades que possam surgir, com vontade, tudo se faz!”

Antigo aluno de GAMP

António Lacerda


25 Junho 2013

António Joaquim Lacerda dos Santos nasceu e cresceu em Vila Nova de Gaia. Talvez tenha sido a proximidade ao mar a moldar-lhe a vocação e o destino: desde 1991 passou pela Frumar, que pertencia ao Grupo Pescanova; pela empresa de serviços logísticos Frigodis; e pela empresa Distribuição Luís Simões, como coordenador de operações. No final de 2002, a convite da empresa, ruma a um projeto em Espanha, onde assume, durante seis anos, as funções de coordenador de projetos e gestor de operações. Volta a Portugal em 2008, como Gestor de Operações do Centro de Operações Logísticas (COL) de Gaia – cargo que ocupa atualmente – e é nesse ano que decide ingressar no ISCIA, para frequentar o curso de Logística e Gestão Portuária, naquele que seria apenas o início de uma viagem académica mais longa e profícua, com a licenciatura em Gestão das Atividades Marítimas e Portuárias (GAMP).

Atualmente, profissionalmente, o que faz?
Trabalho na empresa Luís Simões Logística Integrada SA, e desempenho a função de Gestor de Operações no COL de Gaia. Sou responsável pelo Centro de Operações de Gaia I, um armazém mono cliente. As minhas principais responsabilidades, além da gestão das equipas que tenho, incluem a execução e controlo do orçamento de custos da divisão de operações internas; o planeamento de meios humanos, equipamentos, espaço físico e outros, de acordo com a atividade prevista das operações internas; e estudos para otimização da taxa de ocupação do armazém, do incremento da produtividade e do desenvolvimento e implementação de ferramentas de controlo da operação. Entre outras.

O que o levou a decidir ingressar no ensino superior e concretamente, no ISCIA e no curso em questão?
Fui frequentar o curso de Logística e Gestão Portuária a convite da minha empresa e algumas das unidades curriculares, específicas da área de Gestão Portuária, que eu desconhecia, deixaram-me com muita vontade de aprofundar estes conhecimentos. Em 2009 o ISCIA abre a Licenciatura em GAMP e achei que seria o momento ideal para continuar a estudar nesta área. A Logística não deve hoje ser vista somente como Transporte de Mercadorias, Armazenamento, Preparação e entrega de encomendas, mas sim como todos os serviços integrados (Cadeia de Abastecimento), e é aqui que entram os Serviços Portuários.

O curso correspondeu às suas expectativas?
Os três anos deste curso foram fenomenais, conheci pessoas que ficam como amigos para o resto da vida… Nos dois últimos anos o grau de dificuldade das unidades curriculares foi aumentado e só com a união de todos foi possível superar o desafio. Os professores foram excecionais. Fiquei muito impressionado com os conhecimentos e formação que têm os oficiais da Marinha Portuguesa. Este curso veio reforçar os meus conhecimentos dentro da Cadeia de Abastecimento e dentro da Gestão de Atividades Marítimas e Portuárias.

Para quem não está familiarizado, em que consiste, em traços largos, o curso de GAMP? Quem é que, na sua opinião, deverá considerá-lo como opção para formação académica?
O Curso de GAMP forma alunos nas áreas de Gestão e Logística, bem como nas áreas que estão ligadas ao Mar, como a Oceanografia, Economia Marítima, Tecnologias utilizadas nesta área, Direito do Mar, Segurança Marítima, o Mar e o Ambiente, Construção Naval, Navegação, etc… As unidades curriculares visam dotar os alunos dos conhecimentos necessários para trabalhar em diversas áreas, como Operadores Portuários, Autoridade Marítima, Agências de Navegação, empresas de Logística, etc…. Todas as pessoas que pretendam trabalhar nestas áreas devem considerar este curso como uma forte opção de formação académica.

Portugal: o futuro está no mar?
Devido à conjuntura económica nacional e internacional, creio que é chegado o momento de Portugal descobrir as potencialidades do mar, que é um dos seus maiores ativos e um dos mais vastos do mundo. Como disse Tiago Pitta e Cunhaé tempo de sabermos conjugar a economia com a nossa geografia e aproveitar os seus recursos”. Ou, para citar o Prof. Dr. Ernâni Lopes, “Portugal deve tornar-se num ator marítimo relevante a nível global, na viragem do I para o II quartel do século XXI”.

Trabalho e Estudo: a química perfeita

António Pinho Leite


3 Maio 2013

António Pinho Leite nasceu em Avanca, uma vila do concelho de Estarreja, terra-berço do Prof. Dr. Egas Moniz, prémio Nobel da Medicina e uma figura ilustre do nosso país. Já tinha uma carreira sólida quando decidiu prosseguir o seu percurso académico, conciliando trabalho e estudo. Foi a química perfeita.

Fale-nos do seu percurso até chegar ao ISCIA:
O meu percurso académico, até à licenciatura no ISCIA, foi sempre pautado pela frequência de cursos nas áreas técnicas, mais concretamente na área da Mecanotecnia. No entanto, após um início profissional nesta área, já lá vai o ano de 1977, acabei por enveredar pelo exercício de outras funções e atividades numa empresa do Complexo Químico de Estarreja, da qual ainda hoje sou funcionário, nomeadamente na produção química, controlo laboratorial e mais recentemente na área da segurança e higiene no trabalho.

O que o levou a decidir ingressar no ensino superior e concretamente, no ISCIA?
Optei por ingressar no ISCIA para frequentar a licenciatura em Segurança Comunitária, e assim aprofundar conhecimentos na área das ciências cindínicas, na sua vertente da proteção civil, por considerar fundamental consolidar academicamente conhecimentos e competências adquiridos por via da minha experiência profissional e pelos cursos especializados que fui entretanto frequentando por exigências profissionais.

O que guarda da experiência?
A experiência foi muito gratificante e enriquecedora, não só por via da troca de experiências e dos contactos estabelecidos com os colegas do curso, que provinham de percursos profissionais tão diferenciados como a Proteção e Socorro, Cuidados de Saúde e Segurança Interna, mas também do corpo docente do ISCIA, que sempre procurou transmitir informação e promover competências para o exercício profissional de funções tão nobres, como são aquelas que constituem as variadas saídas profissionais que a licenciatura se propõe abranger.

O curso correspondeu às suas expectativas? Porquê?
Sem dúvida que o curso correspondeu às minhas expectativas, não só pelas temáticas ministradas, mas também pelo acesso a vasta informação e aquisição de múltiplas competências, que se estão a revelar muito importantes para o meu atual desempenho profissional.

O que mudou na sua vida, nomeadamente a nível profissional?
Como já referi, ao ter como principal objetivo aprofundar conhecimentos e experiências, a sua conclusão permitiu-me desde já consolidar a função que venho exercendo na área da Segurança e Saúde do Trabalho e abertura de oportunidades ao nível de novas competências e enquadramento organizacional na estrutura da empresa.

Trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Valeu a pena?
Investir na formação ao longo da vida vale e valerá sempre a pena, especialmente numa época de constante mudança tecnológica. No caso específico da formação académica, embora não seja nos dias de hoje uma imediata garantia para se obter um emprego compatível e ajustado ao percurso formativo, é com certeza uma via importante para o conseguir, no pressuposto que quem apresentar umas bases mais sólidas e adequadas às necessidades do mundo do trabalho, estará em melhores condições para o enfrentar.

Estudante e Co-Autora de sMOOC

Fernanda Ramos


24 Abril 2017

O texto que se segue é um testemunho de participação ativa por parte de uma participante com limitações associadas à visão que já realizou vários sMOOC com o ISCIA, no Portal ECO e que nos conta como tem sido a sua experiência neste ambiente de aprendizagem totalmente online.

“Comecei a estudar no ISCIA no ano de 2012, quando me prepus a fazer uma pós graduação no ensino especial. Devido ao facto da distância ser bastante grande e também ser portadora de deficiência visual, inscrevi-me na solução de ensino à distância e foi assim que fiz a minha pós graduação.

No início fiquei um pouco atrapalhada, pois como uso um leitor de tela no computador, senti algumas dificuldades em trabalhar nessa mesma plataforma.

Depois de praticar e me ambientar à plataforma, consegui terminar ao mesmo tempo que os outros colegas.

A partir daí, e sempre que o ISCIA me enviava um e-mail a informar dessas formações em plataformas, eu sempre me inscrevi.

A primeira foi no sMOOC de Necessidades Educativas Especiais. Como disse anteriormente senti dificuldades no início até me ambientar à plataforma mas, depois de me habituar, gostei imenso de participar neste curso. Obtive certificação com uma nota muito boa no final.

Posteriormente surgiu o sMOOC  “Passo a Passo”, o qual eu também participei, tendo obtido certificação pela UNED.

No decorrer do sMOOC  Passo a Passo, foi-me feita uma proposta pela Professora Raquel Pedrosa, para que fizesse o meu projeto de um sMOOC e assim o fiz. Incentivou-me a seguir com esse mesmo projeto e sugeriu-me que o publicasse no ECO.

Devido ao meu problema de visão, não fiquei muito convencida mas, depois de ter partilhado o meu projeto no Grupo do Facebook,  criado especificamente para promover o encontro de interesses com vista à criação de sMOOCs de forma colaborativa, conheci a Patricia Agoston.

Ela interessou-se no projeto e ficou muito entusiasmada com a ideia de construirmos algo em conjunto. Juntamo-nos com a Professora Raquel Pedrosa e a partir de 3 locais diferentes (Brasil, Cinfães e Espinho) através de Skype e aí fomos definindo como prosseguir. A Patrícia fez pesquisas e vídeos de apresentação, eu estruturei conteúdos que já tinha e em conjunto construímos o sMOOC de Deficiência Visual  – Adaptações Tecnológicas e Ajudas Técnicas.cuja 1ª edição já decorreu., totalmente acessível.

Gostei imenso de participar neste projeto e aprendi imenso com todas as experiências que se geraram na construção, implementação e dinamização do sMOOC que criei com a Patrícia.

Fiz vídeos, fiz skype, criei um grupo de discussão no Facebook, dinamizei com a Patrícia o fórum de discussão da plataforma, enfim, foi um conjunto de experiências que certamente me enriqueceram muito.

Na minha opinião, é uma oportunidade bastante interessante de partilharmos conhecimento e aprendermos uns com os outros.

Agradeço a experiência ao ECO e faço intenções de ir seguindo os vossos cursos sempre que novas soluções apareçam.”

Fernanda Ramos – Portuguesa

SMOOC de Necessidades Educativas Especiais
SMOOC Passo a Passo
E-teacher ECO – SMOOC Deficiência Visual – Características Patológicas e Ajudas Técnicas

A equipa do ISCIA agradece a participação e espera poder acompanhar os interesses de aprendizagem da Fernanda e responder com soluções que lhe possam ser úteis.

OBRIGADA!!

Mestrado em Segurança, Defesa e Resolução de Conflitos

Hugo Vilares


11 Outubro 2016

Hugo Vilares tem 29 anos, vive em Matosinhos e é Técnico de Apoio à Vítima e Coordenador Local de Emergência, na Cruz Vermelha Portuguesa Delegação de Gondomar/Valongo.

Neste momento é um dos nossos candidatos ao Mestrado em Segurança, Defesa e Resolução de Conflitos.

Fomos conhecê-lo melhor…

- De onde parte esta decisão de avançar para um Mestrado e por quê aqui no ISCIA?

O Mestrado parte da necessidade de aumentar o meu conhecimento. Vejo-o como uma nova oportunidade, e como li recentemente “a educação é o que nos faz crescer quer pessoalmente, quer profissionalmente”. O ISCIA aparece num momento em que, por motivos profissionais, pude ter contacto com alguns docentes do mesmo, tais profissionais que entendi dominarem as temáticas e que são de excelência, transportando a teoria ao quotidiano, ou seja, à prática. Resumindo, a escolha pelo ISCIA parte pelo excelente corpo docente e pelas temáticas apresentadas.

- Estando já há algum tempo a desenvolver uma atividade profissional no âmbito da Criminologia e da ajuda humanitária – nas suas várias vertentes – que aplicabilidade, ou que aproveitamento, esperas desta formação?

Este Mestrado trabalha/debate temas da atualidade, o que o torna uma mais-valia, sendo que acredito que promove um crescimento e uma nova visão do formando. Tanto na Ajuda Humanitária, como na parte Criminal, é indispensável o contínuo crescimento do conhecimento, não só de temáticas nacionais, ou que trabalhamos todos os dias, mas também internacionais. Nesta formação, e segundo as unidades curriculares, será possível encontrar, adquirir e complementar todas estas e outras necessidades.

- Quais são as expectativas aquando a conclusão do curso? O que procuras conquistar depois de cumprida esta etapa?

Expectativas… Gosto sempre de elevar os padrões e, neste caso, tenho como expectativas um enorme crescimento nas temáticas apresentadas. Como disse há pouco, tenho como expectativa apreender algo que vá muito além da teoria, espero uma transmissão de informação e de conhecimentos por parte dos prestigiados docentes. Conquistas é algo complicado de definir, pois considero-me empreendedor e quero sempre mais, não olho para nada como estanque, e quem sabe se esta não será a chave de uma ou várias portas a novos voos.

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